Em julho de 2025, o advogado Naime Márcio Martins Moraes publicou artigo condenando a “verborragia oportunista” de políticos que buscam autopromoção nas redes sociais. Citou Provérbios 26:4 — “Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia” — e alertou: “A sabedoria está em saber quando se calar, quando não alimentar a insensatez.”
Seis meses depois, seu filho Ulysses Moraes — ex-deputado estadual e presidente do Podemos-MT — foi agredido em Balneário Camboriú fazendo exatamente o que o pai criticara: confrontar apoiadores de Lula com câmera na mão para viralizar nas redes.
O pai escreveu: “Falar já não convence. É como lançar pérolas aos porcos.” O filho resolveu testar a teoria na prática, em plena temporada de verão. Resultado: levou um soco.
No artigo, o advogado lamentava que “o debate público foi substituído por fanatismo” e “restaram apenas gritos e xingamentos”. A estratégia do filho consiste precisamente em provocar essas reações para engajamento digital.
Entre a teoria paterna e a prática filial, fica a questão: será que alguém na família releu o artigo de julho? Como dizia o próprio texto: vivemos tempos em que “até o senso de humor está comprometido”. Pelo visto, a percepção da ironia também.
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