O Flamengo escreveu uma nova página na história do futebol sul-americano neste sábado (29) ao conquistar o tetracampeonato da Libertadores, feito inédito entre clubes brasileiros. A vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, no Estádio Monumental U, em Lima, coroou a campanha rubro-negra e confirmou o clube como o primeiro do país a levantar a taça quatro vezes — repetindo os títulos de 1981, 2019, 2022 e agora 2025.
E o protagonista dessa conquista foi Danilo, autor do gol que decidiu a final. A comemoração carregou emoção e saudade: o jogador dedicou o tento ao pai, que não conseguiu viajar ao Peru devido à morte de uma tia da família.
De Minas Gerais, em Bicas, cidade natal do atleta, o pai acompanhou a partida cercado de memórias — inclusive de um mini museu montado pelo irmão de Danilo, que reúne relíquias da carreira do defensor, como a primeira chuteira usada ainda na infância.
Da Vila Belmiro à Europa
A final deste sábado também representou um reencontro de Danilo com a própria história. Foram 14 anos desde a última vez em que disputou uma decisão de Libertadores. Em 2011, ainda aos 20 anos, ele foi titular do Santos que conquistou o título sobre o Peñarol, dividindo o campo com uma geração que marcou época, liderada por Neymar e Paulo Henrique Ganso.
Depois da consagração no futebol brasileiro, Danilo seguiu para a Europa. Atuou pelo Porto e, em seguida, pelo Real Madrid, onde fez parte de um ciclo vitorioso e se tornou bicampeão da Champions League — em 2015/16 e 2016/17.
Ao todo, participou de oito partidas nas duas campanhas que levantaram a taça europeia. Na sequência, defendeu o Manchester City, acumulando experiência em algumas das principais ligas do mundo.

Campanha perfeita
Pelo Flamengo, Danilo vinha fazendo uma campanha sólida. Participou de cinco partidas nesta edição da Libertadores — três como titular — e chegou à final invicto, com duas vitórias e três empates. Mesmo começando no banco contra o Palmeiras, entrou pronto para mudar a história da decisão.
Com o gol no Monumental U, Danilo agora se aproxima de um feito reservado a pouquíssimos nomes: tornar-se um dos raros atletas campeões tanto da Libertadores quanto da Champions League mais de uma vez.
Até hoje, apenas 11 jogadores conseguiram levantar os dois troféus ao menos uma vez cada, grupo que recentemente ganhou dois rubro-negros — Rafinha e David Luiz — após os títulos de 2019 e 2022.
Neste sábado, porém, foi Danilo quem escreveu sua própria linha no livro da história: herói da partida, líder em campo e símbolo da conquista que recoloca o Flamengo no topo da América.
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