O último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostra que a safra 25/26 de sorgo deve ser maior que a safra deste ano. Em todo o Brasil, a estimativa de produção é 8% superior, totalizando 6,6 milhões de toneladas. Já a área plantada tem projeção de aumento de 10% em relação ao último período.
Em Mato Grosso, o cenário também é promissor. Para a safra 25/26, a área cultivada está estimada em 108,9 mil hectares, incremento de 13,44% em relação ao ciclo anterior e a produção deve atingir 388,7 mil toneladas, alta de 13,5% na comparação anual.
Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a cultura se consolida como uma alternativa ao milho graças a sua rentabilidade. A maior tolerância à seca, a estabilidade produtiva em janelas tardias e a demanda crescente da pecuária e do setor de biocombustíveis impulsionam a expansão do sorgo e reforçam seu papel na diversificação da safrinha mato-grossense.
A aposta na cultura fez com que a empresa Polato Sementes decidisse colocar pela primeira vez o híbrido no catálogo para a safra 2026, em mais de 40 anos de mercado. Segundo o CEO, Orlando Henrique Polato, o sorgo pode ser o novo milho safrinha em Mato Grosso.
Para o representante, a cultura ocupa um espaço estratégico na segunda safra graças ao baixo custo por hectare, menor exigência de fertilidade e pela evolução tecnológica das sementes. A crescente demanda por biocombustível também tem impulsionado a cultura no estado, já que pode ser matéria-prima para produção de etanol assim como o milho.
Desafios da segunda safra
A segunda safra em 2026 tem preocupado os produtores rurais, devido ao atraso na conclusão da semeadura da soja impactado pelas irregularidades climáticas. Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), com o atraso no plantio, há redução na janela da segunda safra e possivelmente menor produção de milho safrinha.
Relatório da Conab já aponta redução de 2,5% na produção de milho de segunda safra em Mato Grosso e deve atingir 53,5 milhões de toneladas. A produtividade tem projeção de recuo de 6% em relação a safra 24/25.
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