A 41ª edição da Corrida de Reis, realizada neste domingo (11), em Cuiabá, foi marcada não apenas pelo espírito esportivo, mas também pela criatividade de parte dos participantes, que transformaram o percurso em um desfile informal de fantasias e personagens.
Corredores surgiram caracterizados de figuras bem-humoradas, personagens lúdicos e até referências religiosas, chamando a atenção do público e dos demais atletas.
Entre os destaques está Marilene Aparecida da Silva, de 56 anos. Técnica de enfermagem, ela se fantasiou de Zé Gotinha como forma de incentivar a vacinação.
A recreadora infantil Letícia da Silva Ferreira, de 25 anos, e o marido, Akio Miyoshi, de 37 anos, de Tangará da Serra, quiseram inovar na fantasia e acabaram roubando a cena. Enquanto ela se caracterizou de papel higiênico, ele vestiu a fantasia de emoji de fezes.

Para representar a superação em 2025, o empresário Helton Fidelis, de 38 anos, participou da corrida caracterizado como Jesus Cristo, com túnica branca e cabelos longos, segurando um cartaz com a mensagem: “Eu te criei. Eu te formei. Eu te comprei. E voltarei para te buscar”.
“Já vim de Piratas do Caribe, Reis do Egito, com minha esposa e meu filho, inclusive ganhamos o Troféu Abacaxi em 2024. A Corrida de Reis é para desfrutar, aproveitar a vibe da galera, e desta vez eu vim de Jesus. 2025 foi um ano meio difícil para mim e minha família, mas Deus nos abençoou bastante, e eu vim testemunhar o amor de Deus por nós”, afirmou.

A Chiquinha também não ficou de fora. Hallima Simone Cubas, de 46 anos, já é figura carimbada na Corrida de Reis com sua fantasia. “Eu sou cuiabana de tchapa e cruz, mas estou morando em Natal e vim exclusivamente para Cuiabá para a Corrida de Reis. Todo ano a Chiquinha está presente, e este ano não podia faltar. Já é uma tradição”, disse, empolgada.
O Pantanal mato-grossense também se fez presente na corrida. Ana Paula Teotonio da Silva, de 40 anos, elaborou a fantasia pensando inteiramente no bioma, com o objetivo de conscientizar a população sobre a preservação ambiental.
“A minha fantasia é inspirada no Pantanal, com os animais. Eu amo os animais, e veio essa inspiração de representar o Pantanal”, enfatizou.

As fantasias renderam fotos, sorrisos e interação entre atletas e público, reforçando o caráter popular e inclusivo da Corrida de Reis, que reúne pessoas de diferentes idades, cidades e perfis.
A tradicional prova de rua, uma das mais antigas do país, mais uma vez mostrou que vai além da competição esportiva: tornou-se um espaço de convivência, expressão e celebração coletiva.
-
Atletas PcD começam a correr para incentivar a família e constroem trajetória de conquistas
-
Paranaense que venceu tumor viaja 2 dias para participar da Corrida de Reis
-
Paranaense que venceu tumor viaja 2 dias para participar da Corrida de Reis
-
Idosos pegam ônibus cedo rumo à Corrida de Reis