Um plano bilionário, articulação política em Brasília e a promessa de transformar áreas degradadas em zonas produtivas sem avanço do desmatamento. Esses foram alguns dos principais pontos da entrevista do megaempresário do agronegócio de Mato Grosso e assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária, Carlos Ernesto Agustín, ao podcast Política de Primeira, do portal Primeira Página.
Durante a conversa, Agustín detalhou o programa Caminho Verde Brasil, uma das principais apostas do governo federal para ampliar a produção agropecuária de forma sustentável. Segundo ele, o plano já conta com R$ 40 bilhões em crédito voltados à recuperação de 2 a 3 milhões de hectares de áreas degradadas em todo o país.
“É possível aumentar a produção sem derrubar uma nova árvore. O Brasil tem milhões de hectares de pastagens ruins que podem virar áreas altamente produtivas”, explicou.
Dinheiro verde e crédito com regras ambientais
De acordo com Agustín, os recursos já foram leiloados pelo Tesouro Nacional e serão operados por cerca de dez grandes bancos, entre eles Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Bradesco e Santander. Os financiamentos terão prazo de até 10 anos, com dois anos de carência e juros abaixo de 10% ao ano.
Mas o acesso ao dinheiro não será automático. O produtor terá que cumprir uma série de exigências ambientais, como balanço de carbono, uso de bioinsumos, plantio direto, cobertura de solo e certificações trabalhistas. A Embrapa ficará responsável por parte da auditoria e validação técnica dos projetos.
“O dinheiro é para transformar área ruim em área boa: pasto ruim em pasto produtivo, pasto em floresta, em cacau, em soja, milho, fruticultura. Tudo dentro de critérios rígidos de sustentabilidade”, destacou.
Assista abaixo a entrevista completa: