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Investigada por estelionato, mãe do prefeito de Livramento usou cargo do filho para aplicar golpes | VGN

Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, mãe do prefeito de Nossa Senhora do Livramento, a 43 km de Cuiabá, Thiago Gonçalo de Almeida, é apontada como suspeita de aplicar golpes financeiros em três boletins de ocorrência registrados entre outubro e dezembro de 2025. Os prejuízos somam pelo menos R$ 143.250 a vítimas em Várzea Grande e região. Segundo as investigações, o nome e o cargo do filho teriam sido usados indevidamente para dar credibilidade aos esquemas fraudulentos.

As denúncias envolvem empréstimos não quitados e um suposto investimento em fornecimento de merendas escolares. Para convencer as vítimas, Adriana teria se apresentado como sócia de empresas e alegado ter contratos com a prefeitura comandada pelo filho, segundo os registros policiais.

Primeiro golpe: empréstimo de R$ 24 mil com promessa não cumprida

O primeiro boletim foi registrado na Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Várzea Grande. Segundo a denúncia, Adriana solicitou R$ 24 mil emprestados alegando precisar pagar fornecedores de sua empresa, com promessa de quitar o valor em quatro parcelas mensais de R$ 8 mil.

A vítima transferiu o dinheiro em duas parcelas de R$ 12 mil cada, via PIX, nos dias 4 e 6 de outubro de 2025, para conta bancária de Adriana. Para garantir a confiança da vítima, a suspeita teria utilizado o nome e a posição do filho, alegando ter contrato de máquinas com a Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento e valores a receber que cobririam a dívida. Também mencionou ser proprietária da loja Roupa Telles Moda.

Em 17 de novembro, Adriana alegou estar doente, mas prometeu fazer o pagamento. Em 26 de novembro, solicitou a chave PIX para pagamento parcial, dizendo que a outra metade seria paga em espécie. Repassou a chave ao marido, que não efetuou o pagamento e deixou de responder às mensagens da vítima.

Foram descobertos outros possíveis golpes aplicados pela suspeita contra sua vizinha Vilma de Paula (com empréstimos não autorizados em nome dela), contra Franciele Bento de Moraes (BO 2025.386235) e contra Lucas, sobrinho de Vilma.

Investimento falso em merenda escolar gerou prejuízo de R$ 119 mil

O segundo boletim de ocorrência (nº 2025.386235) foi registrado em 1º de dezembro na Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande. A vítima perdeu R$ 119.250 em suposto investimento em fornecimento de merendas escolares que nunca se concretizou.

Segundo a denúncia, o golpe ocorreu em maio de 2025. Adriana procurou a vítima oferecendo uma oportunidade de negócio, alegando ter vencido licitação para fornecimento de merendas escolares através da empresa E.G. de Freitas Ltda, da qual seria responsável. Propôs que a vítima investisse na compra das merendas e, após emissão das notas fiscais mensalmente, receberia o valor investido acrescido de 20% a 30% de lucro.

Acreditando na proposta, a vítima investiu R$ 119.250. Após 30 dias, ao questionar sobre o pagamento, recebeu a justificativa de que havia ocorrido problema em uma das notas fiscais devido ao CNPJ da empresa, mas que três notas sairiam juntas e o pagamento seria efetuado.

Prefeito diz ter descoberto esquema ao ser questionado por familiares

Em 28 de outubro de 2025, o próprio prefeito Thiago Gonçalo de Almeida tomou conhecimento das supostas notas fiscais após familiares questionarem sobre o pagamento. Adriana havia oferecido o mesmo investimento a outros membros da família. O prefeito solicitou a Luciano Lopes Rodrigues que investigasse o caso.

Luciano entrou em contato com a vítima informando que estava correndo atrás do dinheiro para pagá-la. Porém, após esse contato, desapareceu e deixou de responder às mensagens. A vítima então procurou o prefeito Thiago, que descobriu que Adriana estaria utilizando seu nome, sem conhecimento dele, e o nome de empresas que não lhe pertencem, para oferecer investimentos a diversas pessoas. Tanto Adriana quanto Luciano desapareceram após o registro do boletim de ocorrência.

Empresária denuncia uso indevido de empresa no esquema

O terceiro boletim de ocorrência foi registrado em 28 de outubro de 2025 na 3ª Delegacia de Polícia do Coxipó pela empresária Ednay Ferreira Pompilho de Freitas, proprietária da empresa E.G. de Freitas. A denúncia formaliza o uso indevido do nome do prefeito e da empresa em supostas negociações comerciais fraudulentas.

Segundo Ednay, Adriana teria oferecido parcerias comerciais envolvendo fornecimento de merenda escolar nos últimos meses, prometendo lucros de 30% a 40% aos participantes. Para dar credibilidade ao esquema, a suspeita apresentou documentos, orçamentos e notas fiscais eletrônicas (NFE) da empresa E.G. de Freitas, de propriedade do marido da denunciante, sem qualquer autorização ou vínculo com as negociações.

A empresária relata que Adriana efetuou pagamentos parciais a alguns participantes, chegando a pagar cerca de 40% sobre o valor investido, o que reforçou a aparência de legitimidade do negócio. Porém, houve movimentações financeiras sem estrutura comercial real ou consentimento das partes mencionadas.

O caso está registrado sob o número 2025.347621 e foi classificado como “Ocorrências Atípicas” pela Polícia Judiciária Civil.

Prefeito nega envolvimento e diz ser vítima

O prefeito de Nossa Senhora do Livramento utilizou as redes sociais na tarde desta segunda-feira (05.01) para negar qualquer participação em negociações financeiras irregulares atribuídas à sua mãe. A manifestação ocorreu após a reportagem do solicitar posicionamento do gestor desde domingo (04) sobre os boletins de ocorrência registrados contra Adriana, aos quais o portal teve acesso.

Em nota divulgada publicamente, o prefeito afirma ter sido “surpreendido” quando pessoas começaram a procurá-lo cobrando valores e compromissos que desconhecia. Segundo ele, seu nome e o cargo de prefeito teriam sido utilizados indevidamente, sem autorização, para dar credibilidade a promessas que jamais teria feito.

“Não tive qualquer envolvimento, conhecimento ou participação em negociações, pedidos de dinheiro ou supostos investimentos realizados por minha mãe, que hoje são objeto de investigação policial”, declarou o gestor na manifestação.

O prefeito afirma que, ao tomar conhecimento da situação, procurou espontaneamente a polícia e também registrou boletim de ocorrência, no qual mencionou os problemas de saúde mental da mãe. Ele apresentou documentação que, segundo afirma, comprova sua não participação nas transações investigadas. “Sou tão vítima quanto as demais pessoas que foram prejudicadas”, ressaltou.

Na manifestação, o gestor também nega ter autorizado o uso de folhas de cheque, assinaturas ou qualquer tipo de documento em seu nome, alegando que qualquer utilização teria ocorrido sem seu consentimento.

Após a descoberta dos fatos, o prefeito diz ter apresentado laudos médicos neurológicos e psiquiátricos atestaram que Adriana apresenta doenças psicológicas e neurológicas graves, comprometendo sua capacidade de discernimento e julgamento no período em que os atos foram praticados.

Padrão de golpes evidenciado em menos de dois meses

Os três boletins de ocorrência foram registrados em menos de dois meses, evidenciando um possível padrão de golpes que pode ter atingido diversas vítimas na região. O esquema envolve a utilização do nome e da posição do filho, prefeito de Nossa Senhora do Livramento, além do uso indevido de empresas terceiras para dar credibilidade às negociações fraudulentas.

Adriana está sendo investigada por estelionato com base no artigo 171 do Código Penal Brasileiro. Os casos estão sob investigação das autoridades policiais de Várzea Grande e aguardam encaminhamento para as medidas cabíveis.

Leia também – Ex-diretor de escola terá que devolver R$ 164 mil por desvio de verbas

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