Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea-Esalq/ Usp) avaliam que o setor avícola se manterá em crescimento em 2026, baseado no avanço das exportações, na oferta das demandas interna e externa e nas margens favoráveis ao produtor. Porém, o instituto acende um alerta: o cenário positivo depende da ausência de novos focos de Influenza Aviária no país.
Em maio de 2025, focos de gripe aviária confirmados no Rio Grande do Sul provocaram a suspensão de exportações de carne de frango do Brasil por países como China, México e Japão. O movimento levou a uma queda de 12,9% nas exportações de frango.
Desde dezembro, Mato Grosso está em estado de emergência zoossanitária após confirmação de foco de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) em Cuiabá. O decreto dura 90 dias e tem validade em todo o território estadual. Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) o caso foi registrado em aves de subsistência, mantidas em uma propriedade de Cuiabá e todas as medidas sanitárias previstas nos protocolos oficiais foram adotadas para evitar a propagação do vírus.
Mesmo com as restrições pontuais causadas pelos focos de gripe aviária, o Brasil é responsável por aproximadamente um terço das exportações de carne de frango. Projeções do Cepea apontam aumento de 2,4% nas exportações em 2026 e de 3,8% na produção que deve totalizar 14,73 milhões toneladas.
“A concretização desse desempenho requer controle sanitário rigoroso, já que eventuais focos em granjas podem resultar em barreiras imediatas de importadores. O Cepea destaca a necessidade de monitoramento contínuo do vírus H5N1, considerando surtos recentes na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, impulsionados pela migração de aves. O período crítico coincide com a chegada de aves migratórias, entre maio e julho. “, avalia o documento.
-
Caso de gripe aviária é confirmado em fazenda de Cuiabá
-
Criação de escola avícola é reivindicada por produtores em MS